Campo Grande vai às ruas nesta quinta-feira, 25, contra o Lockdown decretado pelo Governador

“Os protestos só estão começando em Campo Grande”, destaca representantes dos lojistas

Reinaldo Azambuja, governador do Mato Grosso do Sul. Reprodução / Web

Depois que o Governo do Estado alterou decreto e ampliou toque de recolher e as restrições aos comércios, setores decidiram fazer uma carreata na manhã desta quinta-feira (25) em Campo Grande.

Os manifestantes reivindicaram, além da reabertura do comércio, a redução do imposto sobre o combustível, o reajuste do ICMS, a inclusão de academias como atividade essencial e a reabertura dos bares e restaurantes até meia-noite.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL), Adelaido Luiz Spinosa Vila - (Foto: Divulgação)

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL), Adelaido Luiz Spinosa Vila, compareceu na manifestação e afirmou que os protestos só vão parar quando os pedidos forem atendidos. ‘Só estamos começando os protestos e só vamos parar na hora que atividade econômica for tratada da mesma forma que ela trata os tributos. Não vamos deixar a cidade parar. Penso que avançamos muito hoje, e amanhã veremos resultados das manifestações."

O governo de Mato Grosso do Sul determinou um novo decreto, que começará a partir desta sexta-feira (25) até o dia 4 de julho. Na prescrição, foram atualizadas as atividades consideradas essenciais, porém continuou a valer o fechamento do comércio. Essa nova medida trouxe diversas dúvidas e revoltas.

“Segundo o posicionamento do Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, o decreto estadual derruba o municipal. Teoricamente, a partir de amanhã teremos novas regras, sem terminar o decreto do município e já começaremos a cumprir o estado, assim trazendo muita incomodação e dúvidas para muitas pessoas.”, afirma o presidente da CDL

O ato começou por volta das 8h da manhã no estacionamento do Buffet Yotedy, na Antônio Maria Coelho. Passando pela Governadoria, deixando a pauta dos comerciantes, seguindo, posteriormente, até a Prefeitura de Campo Grande.

Os manifestantes reivindicam, além da reabertura do comércio, a redução do imposto sobre o combustível, o reajuste do ICMS, a inclusão de academias como atividade essencial e a reabertura dos bares e restaurantes até meia-noite.

“A pauta que levamos pedimos que seja revisto a questão do pagamento dos tributos. Quando o produto chega na nossa fronteira, o ICMS, a gente paga antes de vender o produto, isso é totalmente errado. Outra questão da pauta, queremos a alteração no valor da gasolina, que está em reajuste desde dezembro, o que impacta em 50 centavos, assim, ajudando o campo-grandense na sua locomoção.”, afirma o presidente da CDL.

Será criada uma comissão com a secretária da saúde, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad e o governador do estado, Reinaldo Azambuja, para discutir o novo decreto.“Iremos discutir sobre algumas medidas que possam reduzir os impactos econômicos e o número de restrições.”, afirma Adelaido Luiz. “Esperamos que essas modificações aconteçam, se não muitas empresas morrerão, e assim crescerá a dificuldade de gerar empregos.”

FONTE E CRÉDITOS DA MATÉRIA SÃO DO JORNAL A CRÍTICA.