Hospitais de campanha de Manaus e São Paulo irão fechar mesmo com as cidades no topo da lista de mortes por covid-19

Em São Paulo, o fechamento causou estranheza levando em consideração a declaração do secretário de Saúde afirmando que a cidade corre o risco de uma segunda onda da doença.

Matéria do dia 26/06/2020 - Publicada por Voluntários do MS Conservador.

Os hospitais de campanha de Manaus e São Paulo, as cidades mais atingidas pela covid-19 no Brasil, irão encerrar as atividades nos próximos dias. Difícil entender esses fechamentos do ponto de vista técnico, já que os dois municípios ainda enfrentam altos níveis de infecção pela doença. 
A própria prefeitura de São Paulo se contradiz quando se observa a última declaração do secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido. Ele afirma que a capital paulista pode ter uma segunda onda de coronavírus com o avanço da pandemia pelo interior do estado. A cidade tem 6.607 mortes provocadas pela doença e 119.349 casos de contaminação.


"Agora, com o avanço da epidemia no interior e em algumas regiões que em contato com a capital e com a Grande São Paulo pode, eventualmente, causar mais para frente a chamada segunda onda aqui na capital”, afirmou.


O hospital foi inaugurado no dia 6 de abril e nas últimas duas semanas tem registrado indicativos de esvaziamento: o número de altas já ultrapassa o de internações, a ocupação tem caído, o pedido de transferência de pacientes graves para o Hospital das Clínicas também reduziu e a escala de plantão dos médicos foi enxugada nas últimas duas semanas.


Em Manaus, o fechamento do hospital de campanha foi anunciado nesta quarta-feira (24) pelo prefeito Arthur Virgílio. 
“Nosso hospital de campanha municipal encerra hoje suas atividades, após a saída da última paciente. Foram 611 pacientes recuperados da Covid-19, em 71 dias de funcionamento”, escreveu. No Amazonas, o total de infectados pela covid-19 ultrapassou a marca de 65 mil novos casos, com mais de 2.600 mortes. Manaus é o epicentro da doença no estado concentrando 39,5% dos casos.

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