PGR deu até dia 19 para Azambuja se manifestar sobre os hospitais de campanha

Procuradoria Geral da República questiona Reinaldo Azambuja e 26 governadores sobre o uso de recursos e outras informações sobre Hospitais de Campanha

Reinaldo Azambuja, governador do Estado do Mato Grosso do Sul. Reprodução / Web

A PGR (Procuradoria Geral da União) enviou, nesta 3ª feira (16.mar.2021), ofício ao governador do Estado Reinaldo Azambuja, pedindo informações sobre os hospitais de campanha locais. O órgão deu até a 6ª feira (19.mar) para que o chefe do executivo estadual responda ao ofício com todas as informações solicitadas.

O documento (íntegra – 52 KB), assinado pela subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araujo, pede informações sobre quantos e quais hospitais de campanha foram construídos no Estado. Além disso, a PGR quer uma lista de todas as unidades que estão em funcionamento e, em relação às que foram desativadas, a data da desativação e o motivo do fechamento.

A PGR pede também informações sobre o uso das estruturas e a destinação dos insumos dos hospitais de campanha desativados. Quer saber ainda se houve construção de unidades que nunca entraram em funcionamento.

O pedido de informações ocorre no momento em que a pandemia se agravou em todo o país. Diversos Estados têm hospitais superlotados, com leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) e enfermaria voltados para a covid-19 quase que totalmente ocupados.

Os recursos e o financiamento de leitos têm sido pontos de discordância entre os governadores e o governo federal. Os governadores João Doria (PSDB), de São Paulo; Rui Costa (PT), da Bahia; Flávio Dino (PC do B), do Maranhão; e Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, foram à Justiça para que o Ministério da Saúde financie os leitos voltados para os infectados pelo coronavírus.